As Reuniões Discipulares

Há algumas semanas vinha conversando com meu Si Fu, Mestre Senior Julio Camacho e mais à frente com meu Si Hing Fat Lei (Thiago Pereira) sobre a situação em que se encontra a nossa Família-Kung Fu frente a todas as mudanças compulsórias que tivemos que fazer em nossas rotinas.

Não estamos tendo contato físico, não estamos com novo espaço para praticar e estamos diante de um grande compromisso: manter a atenção cuidadosa com nosso Si Fu, que agora reside nos Estados Unidos.

Muitas pessoas no mundo todo estão vivendo o isolamento de maneira a perder seu Chung Chi (intenção de avançar) nos diversos setores de suas vidas. Como se estivesse tudo suspenso, inclusive os planos, os projetos, os amigos e as relações que importam de verdade.

Pode acontecer com nossa família: aspirantes a membros, membros regulares e também membros vitalícios (os Discípulos) – aqueles que fizeram o Baai Si e firmaram com o Si Fu um compromisso na relação de desenvolvimento marcial para suas vidas.

Nessas conversas com Si Fu e Si Hing Pereira sobre o que fazer agora, como nos manter conectados e com os compromissos que assumimos em dia, chegamos a um modelo de encontro semanal que entre discípulos com o Si Fu presente: a Reunião Discipular. Elas ocorrem às sextas-feiras no horário de 16h.

Encontro Discipular FMJLO

Essa reunião não trata de assuntos temáticos diversos, como o ETR (Encontro Temático Remoto). Ela trata de assuntos práticos entre discípulos que precisam culminar em decisões de um ponto de vista pragmático, uma vez que a liderança da Família Moy Jo Lei Ou está longe de nós, sem, ainda, seu trabalho proposto em andamento, mas necessitando mais que nunca de suporte da parte daqueles que recebem tanto dela.

Movida por um sentimento de Consciência Discipular, propus falarmos dela na 1a Reunião. Na minha visão essa deve estar na raiz das ações e do posicionamento de todo Discípulo.

Algo muda consideravelmente na dimensão de aluno para a dimensão de um discípulo.

Professor ensina, aluno aprende e a vida segue. A relação não fica.

Como discípula vivo de maneira diferente do que vivia quando somente aluna. A partir do momento em que tenho um Si Fu, sou uma To Dai. Sou inscrita na árvore genealógica do Ving Tsun. Vejo outra esfera de relação. Outra responsabilidade.

Para aquele que selou para comigo uma relação vitalícia de compromisso na transmissão do Sistema Ving Tsun, preciso ter, dentre outras coisas, a chamada Atenção Cuidadosa que também teremos com nossos Si Hing-Dai (Irmãos-Kung Fu). Há várias maneiras de zelar pelo nosso Si Fu, mesmo de quarentena, como ele se encontra também, mesmo longe, mesmo sem contato físico e sem Mo Gun.

Entendo ser crucial que o discípulo se mantenha conectado a ele e à Família; não corte essa ligação, não emudeça e não desapareça porque dessa forma não há desenvolvimento humano então não há desenvolvimento de Kung Fu.

A Família Moy Jo Lei Ou

As reuniões estão cada vez mais amadurecendo e são feitas para a Família Moy Jo Lei Ou para que em breve atinja um grande refinamento. Bom para o Si Fu, bom para a Família.

Com a força entre discípulos voltaremos melhores.

Sigamos (mesmo) Juntos!

A Discípula de Mestre Senior Julio Camacho Carmen Maris (“Moy Kat Ming”)

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