MUDANÇA DE CICLO

Ontem, dia 29 de Janeiro de 2020, foi dia de deixar meu Si Fu, Mestre Julio Camacho e Si Mo, Sra. Marcia Moura Camacho no Aeroporto Antonio Carlos Jobim (Galeão, Rio de Janeiro).
Foi “Travel Day”. Dia de viagem.
Ambos estavam de partida para os EUA com a finalidade de implantar o brilhante trabalho do Grande Clã Moy Yat Sang e Clã Moy Jo Lei Ou naquelas terras. Reconheço com alegria que as habilidades do Si Fu foram reconhecidas como extraordinárias e, por isso, importantes por lá.
O objetivo é devolver àquelas terras o que o nossa Família-Kung Fu, representada pelo nosso Si Fu fez e faz por aqui.
O mesmo fez nosso Si Jo, Patriarca Moy Yat, um dia – que foi da sua amada China até os Estados Unidos da América implantar o Ving Tsun Kung Fu de suas raízes, criar seus filhos e fundar sua Família-Kung Fu.

O Si Taai Gung – Patriarca Moy Yat

Eu, pessoalmente bastante imersa na cultura indiana desde adolescente, e por ser discípula meditante de um Iogue da Índia há 13 anos, entendo esse movimento como “missão sacrificial”, onde o discípulo entende que um movimento como esse é maior do que ele mesmo, seus laços, sua preferências, seus apegos.
Esse Iogue, Paramahansa Yogananda, foi incumbido de sair da sua Índia para morar na cidade de Los Angeles (Estados Unidos) e propagar o sistema de Yoga que aprendeu e do qual já era Mestre.
Nada disso que estou dizendo tem a ver com crença ou religião, mas sim com uma questão discipular muito profunda.

Uma boa referência sobre discipulado numa outra cultura da Ásia: “Autobiografia de um Iogue”

Uns três dias antes estive no aeroporto para definir onde faríamos um café-da-manhã para 25 pessoas de uma hora de duração começando às 7.
Conheço o Galeão “de cabo a rabo”, de tanto que transito por lá.
Desde que o Terminal 1 foi desativado e o Terminal 2 foi reformado e passou a ser um único grande terminal, o aeroporto passou a ter mais opções de alimentação.
Porém, a praça de alimentação e o que ela oferecia fora do Embarque não se adequava.
Se fizéssemos em cafeterias, os fornos não dariam conta.
Se contássemos com os restaurantes da Praça, não teríamos nada de café-da-manhã.
Por fim encontrei, “à maneira Kung Fu” um lugar que se adequou a tudo que precisávamos.
No Desembarque – onde sempre há menos fregueses – tinha um restaurante grande, especializado café-da-manhã, e disposto a fazer tudo para o nosso evento tão curto.

Eu e meu Si Hing André Guerra levamos as malas de Si Fu e Si Mo para o Restaurante, encontramos os Si Hing Marcos Leiras e Thiago Silva e arrumamos as mesas para que todos chegassem com conforto.
Vi tudo correr bem.

Si Fu e Si Mo preparados para a viagem

Meu sentimento com relação à ida do meu Si Fu é assim:
Vejo que já o Si Fu já alcançou muito aqui. Pode ir mais além.
Apesar de não ter muitos anos de convivência, minha proximidade é grande com ele. Sentirei sim, falta dos almoços, jantares, práticas e principalmente abraços.
Mas isso se resolve logo. Nos próximos encontros aqui.

O resto….dá para ser via internet.

Sigamos juntos, lidando com o novo.

A discípula de Mestre Sênior Julio Camacho, Carmen Maris (“Moy Kat Ming”)

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